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Ex-aluno da UFMS é finalista do Prêmio Jabuti Acadêmico

23 julho 2024 - 12h26Thalia Zortéa, UFMS

Eder Ahmad Charaf Eddine, egresso da UFMS, é finalista do Prêmio Jabuti, o maior reconhecimento literário do Brasil. Em 2024, a premiação, realizada pela Câmara Brasileira do Livro e com mais de 60 anos de existência, inaugura a sua versão acadêmica. O autor é graduado em Psicologia e mestre em Educação pela Universidade.

Ao lado de nomes como Marilena Chauí, Christian Dunker e Sueli Carneiro, o livro Psicologia, educação e homossexualidades: o normal e o patológico em revistas científicas de 1970 e 1980 é finalista na categoria Psicologia e Psicanálise. A obra foi publicada pela Editora da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e aborda os discursos científicos brasileiros sobre as homossexualidades no Brasil.

“Constar na lista de semifinalista foi algo emocionante. E, agora, estar na lista de finalistas, saber que meu livro recebeu o Selo Jabuti Acadêmico, é algo que ultrapassa minha capacidade de expor em palavras. Estar ao lado de pesquisadores e pensadores que sempre admirei, li, que são referências na minha trajetória acadêmica, mostra que estou no caminho e que posso continuar pesquisando e ensinando”, celebra Eder.

Eder Ahmad é graduado em Psicologia e mestre em Educação pela UFMS. Foto; Divulgação

O autor explica que, apesar da publicação ser resultado da tese de doutorado defendida na Universidade de São Paulo, seu caminho acadêmico teve início ainda na graduação. A monografia apresentada para conclusão do Curso de Psicologia, da Faculdade de Ciências Humanas, buscava entender o que psicólogos especializados estavam debatendo sobre a homossexualidade. O trabalho, orientado pela professora Maria de Fátima Evangelista Mendonça Lima em 2007, investigou os discursos publicados na revista Viver Psicologia entre 2002 e 2004. “Descobri que, mesmo com o Conselho Federal de Psicologia apontando para uma existência de tratamentos contra a população LGBTQIA+, ao normatizar, em 1999, que ao psicólogo profissional estava proibido qualquer tipo de discriminação, preconceito e tratamento contra essa população, o que se viu foi uma psicologia que não estava preparada para pensar e compreender o sujeito LGBTQIA+. O tema era quase completamente ignorado e os poucos discursos eram fundamentados em teorias controversas sobre as homossexualidades”, aponta.

A partir de uma pesquisa exploratória para o doutorado, Eder descobriu que os estudos sobre as diversidades sexuais se concentravam em revistas paulistanas e em trabalhos produzidos no período da ditadura militar. “O volume baixo de publicações e os tons contraditórios, em um período de censura e repressão, me assustou. Como eu fiz meu mestrado em Educação na UFMS, já tinha uma noção que a área de Educação estava produzindo mais sobre as diversidades sexuais do que a Psicologia e, por conta disso, eu quis saber as aproximações ou distanciamentos das publicações no período. O que encontrei foram discursos que caminhavam para uma compreensão mais despatologizante que os produzidos na Psicologia”, destaca.

“Meus achados apontam para uma psicologia que estava distanciada das discussões internacionais e nacionais de outras áreas que avançavam no processo de despatologizar os sujeitos LGBTQIA+. O que vemos socialmente são discursos que reverberam até os dias atuais, principalmente quando se encontra profissionais psicólogos que  insistem em  tratamentos para curar as sexualidades, que fogem do padrão heteronormativo”, complementa o autor.

Atualmente, Eder é professor da UFT. O livro está disponível para acesso gratuito nesta página.

Prêmio Jabuti

A primeira edição do Prêmio Jabuti Acadêmico recebeu 1.953 obras inscritas. A premiação é dedicada às áreas científicas, técnicas e profissionais, valorizando e reconhecendo a excelência de autores e editores desses segmentos no país. Os vencedores de cada categoria receberão uma estatueta e um prêmio de R$ 5 mil durante cerimônia realizada em São Paulo.

“Foi a UFMS que me preparou para o ensino, a pesquisa e a extensão. Com muita humildade e saudade, agradeço aos amigos da Universidade, aqueles que carrego no coração. […] No dia 6 de agosto, nos reencontraremos, torçam por mim. Será uma honra e uma felicidade”, finaliza Eder.

Os cincos finalistas das 29 categorias, distribuídas nos eixos de Ciência e Cultura e Prêmios Especiais, estão disponíveis aqui. *Com informações da assessoria de imprensa do Prêmio Jabuti Acadêmico

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