Segunda-feira, 22 de Junho de 2026
saúde

Mapa do Aedes aegypti revela cidades em alerta e reforça vigilância

19 jun 2026 - 16h36   atualizado às 19h00

Danielly Carvalho

Mapa do Aedes aegypti revela cidades em alerta e reforça vigilância Agente remove pneu de terreno para eliminar possível foco do mosquito. (Foto: Divulgação Gov MS)

A circulação do mosquito Aedes aegypti segue exigindo atenção em Mato Grosso do Sul. Dados do segundo ciclo do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), realizado em maio, revelam diferenças significativas nos níveis de infestação entre os municípios e servem de base para definir as próximas medidas de enfrentamento às arboviroses no Estado.

O estudo foi conduzido em 76 cidades e permite identificar os locais com maior presença do vetor responsável pela transmissão da dengue, zika e chikungunya. A partir desses resultados, equipes de saúde podem direcionar esforços para regiões consideradas mais vulneráveis.

Entre os municípios que apresentaram os índices mais elevados estão Eldorado (9,8), Santa Rita do Pardo (7,5), Ribas do Rio Pardo (6,6), Rio Negro (5,9), Bela Vista (5,9), Maracaju (5,6), Ponta Porã (5,3), Anastácio (5,2) e Terenos (4,7). Água Clara (4,1) e Camapuã (4,0) também registraram números próximos da faixa considerada de alto risco.

Para a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, o levantamento contribui para a definição de medidas preventivas antes do aumento de casos. “Os dados do LIRAa permitem identificar áreas prioritárias e planejar ações de forma antecipada. Quanto mais cedo as medidas de controle são adotadas, maiores são as chances de reduzir a proliferação do mosquito e prevenir a ocorrência de casos”.

No grupo de municípios classificados em situação intermediária aparecem Bataguassu (3,8), Porto Murtinho (3,2), Coronel Sapucaia (3,0), Corumbá (2,8), Itaquiraí (2,7), Itaporã (2,6), Glória de Dourados (2,6), Três Lagoas (2,5), Jaraguari (2,2), Guia Lopes da Laguna (2,2), Aral Moreira (2,2), Naviraí (2,0) e Aparecida do Taboado (2,0). Nesses municípios, o acompanhamento constante e a eliminação de possíveis criadouros continuam sendo considerados essenciais.

Ladário, Nioaque, Juti, Japorã, Dois Irmãos do Buriti e Deodápolis registraram índice zero durante o período analisado. Mesmo assim, a avaliação do cenário leva em consideração outros instrumentos de monitoramento, como armadilhas para ovos do mosquito e indicadores epidemiológicos.

Alcinópolis, Campo Grande e Dourados não realizaram o levantamento no período informado.

De acordo com o gerente estadual de Combate às Arboviroses, Márcio Luiz de Oliveira, as informações obtidas ajudam a definir onde concentrar equipes e recursos. “O levantamento nos permite identificar os locais mais vulneráveis e direcionar o apoio técnico do Estado, além de orientar as equipes municipais na definição das áreas prioritárias para visitas domiciliares, bloqueios e eliminação de criadouros”.

Ele também destaca a necessidade de manter os cuidados durante todo o ano. “Mesmo em períodos com menor volume de chuvas, é importante que a população mantenha a atenção aos possíveis criadouros dentro das residências. O combate ao mosquito é um trabalho contínuo e depende do envolvimento de todos”.

Além das ações realizadas pelos órgãos públicos, especialistas reforçam que medidas simples adotadas pela população continuam sendo fundamentais para evitar a proliferação do mosquito, como eliminar recipientes com água parada, limpar calhas, manter caixas d’água vedadas e descartar resíduos de forma adequada.

*Com informações da Agência de Notícias do Governo de MS.

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