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terça-feira, 29 de outubro de 2013 às 7h09

Policial e ex-mulher são encontrados mortos em estacionamento de Campo Grande

G1
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pm e ex mulher

Corpos ficaram próximos à moto da mulher, no estacionamento particular. (Foto: Nadyenka Castro/ G1 MS)

O investigador de polícia Marlon Robin de Melo e a ex-mulher dele, Márcia Holanda, foram encontrados mortos na tarde desta segunda-feira (28) em um estacionamento na esquina das ruas 13 de Maio e 26 de Agosto, região central de Campo Grande. O delegado Luis Thomaz Ribeiro, plantonista da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro, suspeita de homicídio seguido de suicídio.

Testemunhas disseram à polícia que Melo chegou ao estabelecimento a pé e funcionários do local o deixaram entrar porque ele era conhecido e sempre ia ao local conversar com a vítima. Márcia, segundo Ribeiro, trabalha nas proximidades e foi ao local pegar o veículo para ir embora quando foi surpreendida pelo ex.

Houve uma discussão rápida e, conforme os relatos de testemunhas, ouviram-se em seguida os tiros. A mulher foi atingida pelo menos cinco vezes, nas costas, rosto e tórax. O investigador tinha apenas uma marca de tiro, na cabeça. Foi constatado que a arma usada era uma pistola ponto quarenta, de uso restrito da polícia.

Segundo Ribeiro, junto ao corpo do homem foi encontrada uma carta escrita à mão em folha de caderno que, segundo o delegado, representa um “ritual de alívio”. Ele não divulgou o conteúdo do manuscrito.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência chegou a ser acionado, mas quando os socorristas chegaram ao local, as vítimas já estavam mortas.

Comportamento

Anderson Sertão, 26 anos, disse ao G1 que é primo de Márcia e atualmente estava morando com ela. Segundo ele, os dois já tinham brigado outras vezes e Melo sempre a ameaçava. Parentes do policial também estiveram no local do crime. Abalados, não quiseram dar entrevistas.

O delegado Dimitri Palermo, titular da 3ª DP, a qual Melo era lotado, disse que o  investigador “era uma pessoa bem tranquila, calma, jamais imaginava que isso podia acontecer”, afirma.

Segundo ele, em uma ocasião o casal havia brigado, uma viatura foi encaminhada ao local e, por precaução, recolheu as armas do homem, que posteriormente foram devoldidas. O policial tinha, além da pistola, um revólver calibre 38.

Uma mulher de 36 anos foi ao local e se apresentou como psicológa de Melo. Abalada, ela não quis se identificar e contou que o policial estava em terapia há cerca de 30 dias, tinha quadro de depressão, não aceitava o fim do relacionamento e que Márcia iria ao consultório dela nesta segunda-feira quando saísse do trabalho. Ela relatou ainda que havia pedido que o paciente não portasse arma de fogo.




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